Meus Queridos Leitores,
Hoje trago um pouco de memória, na verdade, compartilho de uma pequena situação ocorrida ano passado.
Como alguns poucos notaram, no Vitral principalmente, minhas postagens começaram a perder a frequência e o ritmo de posts. Dentre vários fatores, ressalto que foi um ano bem corrido, onde o ensino regular ocupava a manhã, aulas à tarde com o ensino fundamental, visitas a biblioteca e a noite o pré-vestibular em dias de semana, e estudos frequentes tambem nos finais de semana.
Digo que de fato foi um período cansativo, mas jamais desgastante, ao contrário, veio a ser o mais construtivo possível. Estar entre crianças,é uma honra para mim. Poder ajudar em algo então, é de um valor que não estimo preço.
Entre uma dessas tardes, já para o final do ano, em um projeto com o ensino fundamental, entre as aulas de substituição, pude participar e ajudar em uma apresentação com a terceira e a quarta série. A quarta série, já me conhecia pelas vezes que substituí sua professora, mas ambos queridos e especiais no seu modo de ser, cada aluno com sua bagagem.
Mas voltando, este projeto, liderado pela minha amiga de classe Júlia Domingues, que hoje está fazendo música em uma federal também, ensaiamos nas aulas de arte músicas para os alunos cantarem em um evento que não me recordo qual foi. Pois bem,tínhamos três violões e três tocadores; Adriano Lima, Andrey Liquer e Luis Eduardo, Além da Júlia no comando do canto e eu, apenas reforçando.
Trabalho árduo, mas satisfatório. Aquarela foi a música escolhida. A cada passada nela, os pequenos melhoravam e suas vozes, todas juntinhas e sobrepostas, chamavam a atenção e transbordavam uma doçura desse coral infantil. A sinfonia que estava sendo lançada naquela atmosfera era a conseqüência do esforço deles, e não tinha como não se alegrar ao ouvi-los. Deixar-se levar pela simplicidade de criança monitorando seu timbre de voz, o semblante de cada um, e principalemte dos expectadores do ensaio. Isso, foi algo importante para mim. E eu digo, se você tem um sonho, lute! desanime mas ache um meio de se erguer, afinal, a sua alegria apesar de não depender exclusivamente, depende demasiadamente de você e .. quer saber? É injusto e egoísta, pelo menos assim penso, deixar de prestar atenção em gostos pessoais e no que tem valor pra você, pois, pode ter certeza que além de você, existem muitas pessoas precisando do que você está excluindo de si próprio.
“ As vezes, precisamos voltar a pequenos espaços simples que deixamos cair no meio do dia-a-dia corrido e complexo para nos lembrarmos, que são coisas assim que fazem a vida valer a pena”.
P.S. Coloquei esse vídeo, pois achei propício a voz da Maysa, que me lembra um pouco da situação.
