.:| Patrícia Cíntya*|:.

Um tempo,uma vida. Pensamentos diversificados,em um mix que compõe as letras do meu dia.Bem-vindo as minhas contradições e meus questionamentos.

.:|Video da semana ;* |:.

Meus ouvidos aqui estão. Entre sons, timbres que ecoam coloridos adentro dos meus pensamentos.
A cabeça? Parece querer explodir, com tantos pensamentos, tudo o que tenho certeza é de querer o grito do silêncio.
Passos pesadamente apressados, estando entre trilhas, caminhos que darão em resultados obsoletos, ou nem tantos assim.
Minhas tintas expalhadas, explodidas por um coração que bate extraordináriamente. Avançando para se dissipar de algo.
Pedaços de  alguma coisa que deixo no caminho. Pedaços de gentilezas talvez. Apenas uma máscara estilhaçada ao chão.
Entre todos os ângulos, vejo pessoas apressadamente fugindo. Fugindo do tempo que já está sendo perdido.
Neste espaço, não precisam do coração, não precisam de gentilezas.
No espaço cada um consigo, em seu canto de encontro, lutam por terem o perdido.
Debaixo de ligas que os diziam para não o deixar, para que a gentileza os gerassem entre este arrogante tempo.
Lágrimas de desespero e luto correm por cada alma. O grito dos inocentes não se é ouvido, implorando por socorro pois, ecoam apenas debaixo da carcaça séria do dia-a-dia. de corações quebrados, de sentimentos falidos, de sonhos desiludidos. A arte da guerra clama mais do que o aconchego de palavras macias que acariciam e dão confiança para mais um dia.
Entre ruas, vielas e avenidas, deveria ser assim? Um por si e Deus por todos?
Ahh vozes, vozes de todos que urram pedindo por um pouco de humanidade. Não  por julgamento, mas por atenção, ouvidos e pessoas reais.


- Just One Last Time;  2-Art of War;-


O céu é mais cinza do que de costume. Corrijo: é não; está. A cidade cintila sua cinzenta massa por onde quer que ando; pelas ruas que passo e pelo ar que respiro.
Minhas emoções são tomadas. Domadas uma a uma para uma paciência  idosa. Cada um delas. Aguentando severamente  aos bombardeios diários de mejeras que nada fazem a não ser lançar sobre si o seu próprio veneno. Víboras vestidas. Víboras frequentadoras de bares, academias, lojas caras e salões. Que outrora em casa se despem em imundices.
Passo de tocaia, vigiando meus passos. Atenta e ruiva, entre falatórios, falsidades e injustiças. Como se cada pequena pontada não doesse tanto. Como se a indiferença aparente  estivesse se tornando um manto, um escudo.
A  frustração , se faz presente, ainda que eu a mande para longe. A confiança, em fiasco de gota se esvai em cada olhar furtivo ou pensamento que aprisiona as boas coisas. Uma mente a mil. Uma mente tentando fugir da própria mente. Tentando  fazer com que a esperança de mais um dia, de uma vida feliz se faça presente e que não seja tão distante. Entre tudo e todos., essa mente que sente falta da família, que suporta as agressões morais e a injustiça de despejos e a dor de lutos. Tentando a socialização e a aproximação de boas coisas. Afinal, a mente é minha e apesar de tudo o que a sobre carrega , com uma ajuda muito especial e divina, que me conhece desde o ventre da minha mãe, eu consigo e conseguirei vencer.
Perguntei , em meio ao desespero para uma pessoa muito querida , como eu sou quando estou com raiva. Se é algo bonito ou engraçado. Este, surpreendeu-me e ouso dizer, raríssimas são as vezes que me surpreendo com palavras. Afinal, todos sabem o que os outros querem ouvir e utilizam o melhor argumento para persuasão e intenções individualistas.
“Você pra mim, é a esperança. Você é colorida. Quando tudo vai mal, seu sorriso me passa a esperança e a força de vencer que há tempo, de mim se esvaiu. Sua feição serena e todos os teus bons sentimentos são para você a sua essência. Suponhamos que você alegre seja verde, ou azul. Quando está triste, olho para seu rosto e vejo esse verde acinzentado, como uma nebulosa manchada escondendo e sufocando o colorido. Quando está com raiva, vejo a esperança padecendo de você. Te vejo morrendo aos poucos e já não mais cinza, mas o luto te encobre e me desespero , pois sempre que a vejo mal peço: Por favor, não leve em bora a minha esperança. Não leve meu raio de sol embora. Eu preciso dessa cor, eu preciso desse sorriso e desse apoio.Assim como quero sempre poder te ajudar e te amparar. Minha esperança. “
Em meio ao luto, aos problemas e a todos os caminhos que sufocam, que a esperança, independente da cor, possa predominar a todos, sobre a nebulosa  escura que sufoca as mentes, aprisiona corações e faz desistência a sonhos projetados.
Agora, pois então,  que venha o basquete!

Retorno com uma imensa nostalgia. Vejo como, tão brusca e severamente o tempo passou e, não apenas passou, mas deixou seu rastro.
 Ainda tenho meus pensamentos, mas acredite ou não, estou apenas uma escritora sem palavras,uma filósofa sem reflexões, uma cantora sem voz, uma atleta sem esporte, uma desenhista sem esboços e uma pintora sem seus traços em tinta. Com um humor mais ríspido e sem paciência para meus próprios pensamentos que meus pensamentos mais intrínsecos já não se recordam mais. Apagando para cumprir o tempo do dia-a-dia.

Do que mais tenho saudade no quesito tempo/espaço, é do ensino médio. Querendo ou não, foi um tempo em que aspirações surgiam, sonhos eram idealizados sem esforço, o cansaço não era tão constante, as amizades eram companheiras e todo o resto de colegial, incluindo o medo de responder um professor , tirar uma nota baixa ou até mesmo fazer aqueles exercícios de química, física ou matemática que só me fazia uma pessoa melhor quando eu de fato os entendia e fazia-os.
Agora, digo que posso sentir o outro lado da sala de aula. É certo que, cada um segue a sua vida e a fez de acordo com suas escolhas, mas devo dizer que me espanto com tamanha influência que tive - e nem sabia- de meus queridos professores.
Cada semana, as tarefas se apertam mais. A maturidade de ser professor/aluno e a contradição de passar pelos dois, simultaneamente, em um passo alargado para o futuro.
Acordar cedo, chegar tarde, preocupar-me com diversas coisas ao mesmo tempo, ter três agendas e ainda assim ter a graça de esquecer algumas coisas de vez em quando. Assim segue um cotidiano, assim segue uma etapa, mais uma em que me ponho a realizar.