"Caminhos extremos estão de volta
Lugares
extremos que eu não conhecia
Eu
quebrei tudo de novo novamente
Tudo que
eu possuía
Eu joguei
fora pela janela, veio junto
Caminhos
extremos que eu sei que movem à parte
As cores do meu oceano"
- Moby, extreme ways
Sem tempo para me ouvir, transformei palavras em imagens. Sons em registros e filosofias em catálogos. Afinal, é mais cômodo sobreviver assim no mundo aqui fora do que enfrentar o velho conhecido mas incompreendido serzinho interior.
Acontece que essas imagens estão apenas comigo. Como sequências a serem reveladas. De alguma maneira elas buscam as emoções. Buscam gritar tudo aquilo que a mente não para de opinar.
Linhas, cores, luzes e sombras. Poderia eu resumir tudo a isto? Digo.. tudo mesmo!
Aí está você! Minha ~vã~filosofia. Aquela coisinha que fica martelando entre um pensamento e outro. Aquelas pequenas conversas entre as tarefas cotidianas.
Sadicamente, a vida é engraçada. É boa, mas é traiçoeira. Te põe no caminho para um dia parar. Acho que o desafio da vida está no seu próprio nome. Vida... ou você a tem ou não é vida. Em parceria com ela vem a saúde. Todos os dias ouvimos alguém desejando: "Muitas felicidades, saúde e paz..." , "tendo saúde, o resto a gente corre atrás". Mas.. e quando a saúde decidiu que com você não vai ficar? Qual caminho extremo pode se tomar? O das pedras? Das agulhas? Do quase morrer para quase viver? Do medo? Da insegurança?
Baboseiras. Todos gritos silenciosos e humanos. Questionamentos sem retorno que sucumbem ao resto do dia ao se deparar com o tempo e a rotina fora da mente.
Há muito o que ser feito. Há mais pessoas para serem salvas. Existem mais mãos precisando de apertos, outras vidas precisando da sua gota da vida.
*Ouvindo: Extreme Ways- Moby
-Why Does My Heart Feel so Bad- Moby

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